• Rosana Seager

Puerpério sendo mãe de duas

A gente acaba postando fotos de momentos fofos como esse. Hoje o dia começou assim, Lis quis peito, me sentei na cama para dar mamá; daqui a pouco um serzinho abre a porta do quarto e sobe na cama com um sorriso lindo, pedindo colo também. E assim dei colo para minhas duas filhotas.

O puerpério pela segunda vez tem muitas levezas que o primeiro não tem, principalmente devido à noção que tudo passa: que um dia difícil é apenas um dia difícil, o dia seguinte pode ser diferente. Tem menos ansiedade na maioria das coisas.

A gente não se torna mãe no segundo puerpério. Já passamos por esse processo no primeiro. Isso já suaviza bastante o segundo puerpério. Se tornar mãe leva tempo. Não acontece da noite para o dia, só pq o bebê nasceu.

Mas também tem alguns desafios que o primeiro puerpério não tem. O dia já começa plugado na tomada 220v, pq a rotina da filha mais velha é non-stop. Tem os sentimentos dela para entender, acolher e lidar. Isso já é difícil quando dormimos bem. Quando temos as demandas de um recém-nascido, passamos a noite em claro e estamos o dia inteiro com o bebê no colo, fica tipo nível bem hard.

E tem toda a confusão de sentimentos, variações hormonais próprias do período que contribuem para um verdadeiro furacão.

Uma coisa que aprendi nesse meu segundo puerpério (ainda em processo) é que toda vez que quero chorar eu choro. Depois que eu choro, sinto como um desbloqueio de energias, de nós na garganta. Tudo flui melhor depois que choro.

Converso muito com meu marido sobre o que estou sentindo. Converso também com minha doula, com minhas parteiras e com quem também está passando pelo o que estou passando.

Puerpério é punk sim! Mas com suporte pode ficar mais leve.


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