• Rosana Seager

Amamentação aos 9 meses

Atualizado: 18 de jan.


Se eu amo amamentar?

Olha, essa não é uma pergunta de sim ou não. É uma pergunta que merece uma resposta mais detalhada:

Eu amo poder dar esse colo com peito, esse líquido carregado de anti-corpos, de muitas vezes colocar instantaneamente o bebê para dormir; amo ver a carinha de prazer dela ao sugar, os olhinhos viram, ela se sente no lugar certo, plugada, ela se acalma, se preenche de segurança. Amo saber que, mesmo sem ter podido nutrir exclusivamente minhas filhas com leite materno, eu pude produzir uma quantidade (e sigo produzindo) x de leite para que houvesse a amamentação.

Eu amo saber que peito salva em situações de doença ou desconforto, quando nenhuma comida é aceita.

PS: sabemos que não é somente o peito que traz tudo isso! Em nenhuma hipótese estou aqui julgando quem não pode ou não quis amamentar seus bebês. 🙏🏽 Inclusive outras pessoas, além da mãe, podem nutrir de afeto e aconchego um bebê. Basta a intenção de amor e carinho.

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Dando continuidade à resposta:

Eu não amo quando tenho um bebê me mordendo, pois os dentes estão para rasgar; não curto ficar com o peito de fora em público, pq no meio da mamada algo mais interessante a chamou a atenção; não gosto de dar de mamá quando ela está inquieta de gases, me chutando, me arranhando e beliscando com suas micro pontinhas praticamente impossíveis de cortar ou lixar (até pq isso não é tarefa para fracos); não gosto quando ela puxa meu bico ao invés de simplesmente abrir a boca e largar; não gosto muito do aspecto do meu peito depois de muitos meses (e 2 anos e meio com a primeira filha), embora isso seja algo que eu precise trabalhar em mim...

Eu não gosto de amamentar quando está um calor de matar e tudo sua.

Eu sinto falta de usar uma roupa mais arrumada ou simplesmente que não dê para dar de mamar com ela. -

Enfim, nem tudo é preto ou branco, certo ou errado.. É super aceitável que tenhamos sentimentos dúbios. Maternidade é essa contínua descoberta de si mesma, de seus próprios limites, de sua própria força e, também, fraquezas. Sigo aprendendo muito a cada dia e sabendo que não estou sozinha nesse mundo materno de emoções à flor da pele.

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Como é para você?


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