• Rosana Seager

sobre ser doula


Uma troca de olhar diz mais que mil palavras.

Olhar de extrema gratidão por ter sido convidada a acompanhar um nascimento.

O nascimento de uma família, independente de ser primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto bebê, é sempre um privilégio sem tamanho de testemunhar.


Quando eu me descobri doula, antes mesmo de fazer o curso, eu entendi que aquela admiração por parto, vontade de estar juntinho, tinha um nome e uma profissão.


Ser doula é sobre acompanhar, apoiar, admirar e se emocionar.


Cada família que tenho a honra de acompanhar me ensina algo novo. É uma oportunidade de aprender sobre força, resiliência, superação, gratidão, companheirismo, confiança, entrega, abertura, movimento, escuta, conexão, aterramento, transe, instinto, dança, grito, canto, silêncio, concentração, enlouquecimento, perda de controle, recuperação de controle, foco, observação, potência, união, autonomia, recuperação, cicatrização, vontade, fé, natureza, biologia, anatomia, vínculo.


A @raissabastos gentilmente me autorizou usar essa foto. Fomos amigas de prédio na infância, dançamos juntas em mostras de dança, nas tardes de férias em casa, nas bodas de ouro dos meus avós. Quando ela se mudou, mantivemos contato por um tempo, depois cada uma tomou seu rumo. Incrivelmente, as duas fizeram dança na faculdade.

Tivemos a linda e emocionante oportunidade de dançar a preparação para o parto de Olívia juntas, agora com seu adorável companheiro, também bailarino, @michellbaes

Quanto movimento, parceria, conexão nessa lindíssima coreografia de suporte, informação e mão na mão foi o nascimento da linda Olívia.


Volto ao sentimento de gratidão expresso de forma tão clara e potente pela @analeal.photo nessa foto! 💜


Equipe: @dracarla.go@dramarianaferraz@femosqueirapediatra